martes, 6 de enero de 2009

O que nós somos...

Confesso que sou extremamente nostálgica. Confesso que tenho certa obsessao pela memória. Caminhando entre a multidao, cada um no seu anonimato, é estranho parar pra pensar, o que me faz diferente, o que me faz especial?? somos bilhoes de pessoas neste planeta, físicamente temos nossas diferenças, mas se compararmos isso com a nossa subjetividade, as difereças físicas nao tem a menor importância. E por dentro? cada um de nós vivendo algo diferente, desde pequenos, tendo nossos medos, nossas primeiras emoçoes, momentos inesquecíveis por qualquer detalhe seja ele qual for. Eu sou obsecada pela memória por isso, porque é ela que diz tudo o que eu vivi, é ela que me faz especial e única no mundo. Lembro que quando assisti La isla (aquele filme com a Scarlett Johanson e o Ewan McGregor) achei super interessante quando apareciam os "fetos", ja adultos, em uma fase onde mostravam imagens pra eles criarem uma memória falsa, e se sentirem únicos e especiais porque tinham vivido aquilo. E só depois percebem que tem todos a mesma memória dos momentos nao vividos na realidade. Por isso meu filme preferido é Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Aquele filme me deixou em estado de choque, ali, sentada no cinema depois de ter tido uma experiência incrível. Porque aquele filme falava dessa minha obsessao pela memória! Tudo ali registrado na nossa mente desde o começo de um relacionamento... cartas, músicas que ouvimos certo dia com aquela pessoa e que passaram a ter novo significado, fotos que nos transportam a um momento especial, objetos que por qualquer motivo fazem nossa mente conectar da forma mais rápida possível com alguém. É um universo! No filme eles usam todos esses objetos pra ir traçando o mapa mental onde se encontram essas lembranças e simplesmente... vao apagando. O mais legal é o personagem perceber, no meio do processo, dentro da cabeça dele, que ele nao quer perder isso!! quando alguém vai embora, o único que nos resta é a memória, sao as nossas lembranças. Sem isso somos seres vazios, que nao vivemos nada, que nao registramos nada... incapazes de lembrar. Talvez seja uma lembrança amarga, talvez nao seja bom relembrar, talvez. Mas essa é a graça da vida.
Por essa minha obsessao me dedico a guardar tanta coisa. Queria ter um enorme baú, pra poder ir guardando tudo, tudo, tudo... talvez isso seja mesmo a minha mente, guardando tudo com cuidado, com medo de um dia desaparecer simplesmente. Eu odeio esquecer. Me da tristeza. Que graça tem na vida só vivermos se nao pudermos depois revivê-lo na nossa cabeça?? como se nunca tivesse acontecido. Eu nunca quero esquecer, e sei que ao mesmo tempo, ja esqueci, tanta tanta coisa! que tristeza me da. Talvez por isso gostei tanto do livro Tokio Blues (Murakami) que acabei de ler... recomendadíssimo!


Meu TFC pretende falar disso. De um momento perdido na memória. De uma tentativa de reconstruçao a partir de imagens... uma reconstruçao que finalmente acontece, mas que nao saberemos se é uma econstruçao real, se é uma visao objetiva do que realmente aconteceu, se é algo novo acontecendo agora no presente, ou se é apenas um desejo e uma fantasia...

Antes que eu esqueça (nunca melhor dito): Uma vez vi um documentário da National Geographic, que eu adoraria saber o nome mas nao sei. Era um documentário que falava de quantas coisas acumulamos durante a vida, quantas vezes fazemos isso ou aquilo... era interessante pensar na quantidade de pessoas que conhecemos ao longo de tantos anos, ou até o absurdo de lixo que geramos, coisas do tipo. Mas a parte que me "chocou", que me encheu os olhos de lágrimas, foi a parte que falava do tempo na nossa vida que passamos sonhando ou relembrando momentos vividos. Era impressionante. E o mais legal foi saber que as útimas células em morrer no nosso corpo sao essas, as que armazenam no nosso cérebro o que nós fomos durante toda a nossa vida, o que nos fez únicos...

domingo, 19 de octubre de 2008

Amores

O que acho fascinante neste mundo é que "cada pessoa" é um mundo. Caminhamos pela avenida repleta de gente, barulho de passos e um bla-bla-bla que nao distinguimos, mas ali naquele enorme fluxo de seres humanos, cada um está absorto em seus pensamentos... Às vezes fico pensando no que pode estar pensando aquela senhora ali, aquele cara, aquela menina com cara triste... A percepçao é uma coisa maluca: a primeira vista somos todos iguais, mas algo em nós sabe dizer que nao somos. Por quê? Aliás, como nao conhecemos essas pessoas a sensaçao às vezes é até de irrealidade, como se este fosse um mundo virtual e tudo aquilo nao passasse de um jogo da imaginaçao... Gostaria de me aproximar, de conhecer a cada um. Diz a música que existem tantas pessoas especiais! eu me sinto especial. Mas pra pessoa ali da frente eu sou apenas mais uma na multidao. E é triste pensar que a cada minuto que passa no meio dessa multidao, muitos se aproximam e muitos outros vao embora. Foram sem te conhecer, e muitos outros virao e terao o mesmo fim. Triste fim, inevitável fim...
Tudo isso me leva a pensar em outra coisa que me chama a atençao: Os amores platônicos. Eu sou uma garota de amores platônicos, acho que sempre fui. Sim, porque existem pessoas que parecem sempre atentas às possibilidades, e outras nao... (talvez seja um erro pensar assim!)
A questao é que... eu posso passar dias, semanas, meses e até anos interessada por alguém. Variam as intensidades e as duraçoes, mas de todas formas é fato. E esse alguém pode passar dias, semanas, meses e até anos, ou a vida inteira (!), triste fim, sem saber que houve um interesse, sem sequer saber... Muitos amores acabam sem nunca terem sequer saído da imaginaçao. Me pego pensando que é algo cruel demais nesse mundo, ignorar o interesse de pessoas que poderiam mudar a nossa vida. Nao mudar de uma forma utópica e romântica, mudar porque podem nos trazer uma experiência feliz, nao é isso que conta na vida?? (sim, a experiência também pode ser infeliz, mas eu sou uma pessoa positiva e prefiro nao pensar nisso, aliás, até a experiência negativa tem seu lado bom).
Nao pretende escrever uma tese sobre isso... só me pergunto por que permitimos que isso aconteça? medo ao ridículo? ou simplesmente porque preferimos deixar acontecer, deixar nas maos desse (cruel) destino? Eu acho que me encaixo em ambos, só depende no momento. E agora que penso, acho que deixar nas maos do destino significa algo muito mais básico por trás da frase: o que queremos é que o interesse seja recíproco. E que algo surja desse interesse entre 2 pessoas, meio sem querer, assim de repente. Nosso orgulho nao nos permite ir por ai fazendo declaraçoes de "interesse" (nao de amor, aqui o amor só está esperando pra atuar) sem ter uma mínima certeza de que o interesse nao é em vao...

Agora eu penso... no caso contrário... quantas pessoas poderiam estar interessadas por mim e eu nao sei?? estou aqui, falando de amores platônicos, e posso estar sendo vítima de um neste instante e o ignoro. Quando passo pelo corredor da faculdade, quando entro no bar, existe algum olhar atento que se lembra de mim e que gostaria de me conhecer? algum olhar cujo dono nunca detectei, talvez porque estivesse também com os olhos a procura de um outro alguém, e ai segue o ciclo interminável... alguém decora meu nome, pensa em mim durante o dia, pensa "eu preciso conhecer essa garota", procura por mim na internet??? Espero, de verdade, que sim... (e se você está aqui, manifeste-se, vamos acabar com esse fato na vida pelo menos parcialmente... nosso graozinho de areia...)

jueves, 9 de octubre de 2008

Ontem assisti Blindness no Festival de Sitges. Isso porque o filme aqui ta prevista a estréia somente pra 2009. Eu nao poderia esperar. Ou sim, mas nao queria. Apesar das críticas no geral nao serem das melhores, o filme me tocou. Tem gente que amou, tem gente que odiou (a percepçao de cada um das coisas pode ser absolutamente diferente, neste caso nao é diferente). Me sinto feliz por fazer parte dos que amaram, na minha lista de momentos que eu adoro sentir, se encontra o momento em que acabo de ver um bom filme no cinema. É por ESSE MOMENTO (e o que o antecede, claro) que eu estudo o que eu estudo. Acho mágico, sensacional, potente. Existe um cara que muita gente nunca ouviu falar, o nome dele era André Bazin e ele era um crítico/teórico do cinema, e ele defendia o cinema como instrumento de registro da realidade. Se a gente filma e o que filma é real e é um registro "direto", mecânico (nao como o pintor que usa o pincel e tenta copiar uma paisagem por exemplo), e por isso o cinema "deve" privilegiar o realismo.
Eu nao estou muito de acordo com ele porque, apesar de ele ter razao em algumas coisas, eu acho que o cinema é justamente o instrumento ideal pra registrar o contrário: a percepçao do mundo que cada um tem, sonhos e lembranças, a subjetividade de alguém, um mundo interno, um mundo sustancialmente feito de imagens. Aliás, pra mim, o realismo é feito absolutamente pela percepçao que cada um tem da realidad, a nossa vida é a nossa realidade, subjetiva, nao uma realidade científica e objetiva. Muitos outros defenderam esse outro cinema surrealista, e é o que mais me atrai... por isso nessas férias comprei 10 livros no Brasil e entre eles se encontravam ótimos textos sobre o assunto, por isso estou adorando minhas complexas aulas de Literatura e Psicoanálise, por isso um certo alguém me chamava sonhadora e nao acho que seja um mero acaso...

Me perco no texto, eu acabei de dizer, nao sei ser objetiva, a minha realidade é essa, a minha, só minha.

2h50, passou da Hora de Dormir.

martes, 7 de octubre de 2008

A volta

Ontem eu acordei... e decidi voltar.
Acontece que sinto o "meu" idioma enferrujar, e acho que uma boa maneira de torná-lo flexível de novo é praticar, e falar e falar e falar. O tempo é o problema, como sempre, mas tanto faz, me sinto com menos responsabilidades porque o antigo blog morreu e com ele, meus seguidores. Agora sou só eu e mais ninguém...

martes, 1 de mayo de 2007

Abandono

É difícil arranjar tempo nessa minha vida pra vir aqui e escrever. O blog nao é mais uma "prioridade" pra mim há muitíssimo tempo. Depois veio o fotolog, e eu atualizava aquilo quase todo dia, sempre tinha fotos legais e alguma coisa pra dizer, mesmo que fosse contar alguma coisa sobre meu dia... agora até meu fotolog parece estar "morrendo", to de saco cheio das minhas fotos inclusive. E pq to escrevendo, entao? nao sei. Acho que no fim nunca quero abandonar nada do que começo. Mesmo sabendo que escrever uma vez ao mês (ou menos), nao muda o quase completo sumiço.
Mas se é pra atualizar, vamos atualizar.

Eis que a sra. aqui voltou do Brasil, e depois de 1 trimestre terrível ela começou a trabalhar. Hoje faz um mês, e é feriado. Ela aprendeu muitas coisas, e o mais importante de tudo, ela ganhou segurança. Ela se sente capaz, útil, inteligente, e mais ou menos dona do seu nariz. Há poucos dias ela recebeu seu primeiro salário, e como pessoa responsável que é nao deixa de fazer contas e anotar todos seus gastos, porque sabe que dinheiro é uma coisa que chega bem difícil e vai embora facilmente...

O problema é... que essa trimestre de faculdade pra ela está sendo ainda mais chato que o anterior. Com menos trabalho, talvez, mas ainda assim, chatíssimo. E chegou a hora de pedir as matérias optativas do ano que vem... o que significa ir pro terceiro ano da faculdade. Também significa desespero, porque existem uns seres chamados CRÉDITOS que sao necessários pra receber um diploma depois de supostas 4 anos. Desespero porque esses malditos créditos em parte devem vir de 10 matérias de livre eleiçao e 8 optativas. Além das matérias que uma pessoa tem normalmente por trimestre. Agora me digam, como a sra. Nathália por mais inteligente que seja pode ter 10 matérias em um trimestre? como ela pode ter 54 horas semanais de aula? como ela pode fazer trabalhos em suas horas livres, estudar pra prova e ainda se preocupar com o dinheiro que ela nao tem porque ela nao estará mais trabalhando.....? Sim, senhoras e senhores, estou pensando que o sonho de acabar uma faculdade em 4 anos é uma mera ilusao, é algo impossível sim. Porque uma coisa é ser inteligente e estudiosa e outra coisa é se dedicar tanto à algo a ponto de nao ter vida própria, e sinto muito, minha força de vontade nao da pra tanto. Mas, como dizem por ai, nao devemos nos preocupar antes da hora... E por enquanto, eu nao devo pensar muito nisso. Em setembro eu penso.

E entao tem a outra parte que anda assombrando a vida de Nathália. As dores, como nao!? Nathália é uma garota extremamente cheia-das-dores, e o que antes todos acreditavam ser pura frescura ou hipocondria tem se revelado verdadeiro. Minhas palpitaçoes ainda estao sendo analisadas, meu coraçao até que nao tem doído ultimamente... mas é fato que um eletrocardiograma detectou umas coisinhas estranhas no músculo que pulsa e que deixa de pulsar... e Nathália está tranqüila quando seu coraçao nao dói, mas quando ele dói ela dói de desânimo porque ainda ninguém deu uma soluçao.
Depois do coraçao, veio a estranha cólica que dura já 5 dias. Por outro lado, nao tenho tido enxaquecas, a primavera está sendo gentil comigo. Acho que posso dizer nesse sentido que tenho muita sorte, porque minha cabeça nao dói nem a metade do que dói a da minha mae.

E hoje é feriado, e os planos de ir pegar uma praia em Barcelona pela primeira vez em 2007 foi pro brejo quando amanheceu chovendo. Agora, em compensaçao, um cálido sol aparece por entre as nuvens escuras. Essa é uma das paisagens que eu mais adoro: o sol no meio de uma tempestade, deixando o verde das montanhas ainda mais verdes, e o cinza escuro das nuvens ainda mais cinza. Adoro contrastes.

Por isso mesmo, acho que vou tomar um banho, me vestir e caminhar por Barcelona, sozinha...
Boa tarde pra vocês.

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Testandoooooo! Postando por email pela primeira vez na vida hehehe...
Vamos testar . Isso é ARIAL.
Agora Courier.
Agora a próxima. Georgia.
E agora tatchan: Lucida Grande
Pareciam iguais. Isso é TIMES.
Essa é Trebuchet
Isso é Verdana.
E Webdings! A quien se le ocurre????